Para una etnografia sensível da experiência urbana ordinária. Retornos sobre os bastidores de alguns trabalhos de campo colaborativos

Résumé : Essas questões atravessam alguns dos meus trabalhos de pesquisa recentes, relativos à asseptização das ambiências pedestres, aos enigmas levantados pelo reordenamen to das mobilidades urbanas contemporâneas ou, ainda, aos modos de habitar um litoral sujeito a grandes riscos de erosão e submersão marinha. Embora a ecologia sensível por trás de cada um desses trabalhos faça valer o lugar do sentir e das ambiências urbanas nas dinâmicas homem/meio ambiente – renovando, assim, problemáticas tingidas de espacialismo –, ela também questiona diretamente as maneiras de observá-las e descrevê-las em contexto, ou seja, em sua complexidade, suas configurações mútuas e sua instabilidade. O parti pris compartilhado por esse trabalhos consiste em trabalhar tais problemáticas in situ, ou seja, imergindo-se em campos por vezes problemáticos, com outros coletivos de pesquisadores, vindos de áreas disciplinares distintas. Prevalece, nessa escolha, o argumento a favor de uma pesquisa “em ato” e “em carne”, atenta a pontos de vista moldados in situ tanto por “fazeres” quanto por vínculos (Hénnion, 2015). Essa dinâmicas são, então, assimiladas caminhando, por meio de diversas experiências metodológicas (Fiori & Thomas, 2016), as quais, por experenciarem o corpo e os sentidos do pesquisador, o obrigam constantemente a deslocar seu olhar e interrogar a ordinariedade do “ser e vivenciar juntos”. Por conseguinte, são tanto os bastidores da pesquisa – não raro, calados – quanto essas experiências metodológicas – e, com elas, as adaptações a contextos (acadêmicos, disciplinares, práticos), com frequência, poucos familiares, as hesitações, os deslizamentos dos questionamentos tornados necessários pelo campo, os debates que acompanham essas mudanças de perspectivas – que busco relatar aqui, mostrando em que e como uma atenção à experiência urbana ordinária não pode, no fim das contas, se desfazer de um compromisso localizado, feito de experiências, de desejos, mas também, de controvérsias.
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Cadernos Proarq. Revista de arquitetura e urbanismo do Proarq, 2017, pp.16-30. 〈http://cadernos.proarq.fau.ufrj.br/public/docs/cadernosproarq27.pdf〉
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Soumis le : mardi 6 juin 2017 - 11:23:00
Dernière modification le : jeudi 9 novembre 2017 - 09:58:01

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Rachel Thomas. Para una etnografia sensível da experiência urbana ordinária. Retornos sobre os bastidores de alguns trabalhos de campo colaborativos. Cadernos Proarq. Revista de arquitetura e urbanismo do Proarq, 2017, pp.16-30. 〈http://cadernos.proarq.fau.ufrj.br/public/docs/cadernosproarq27.pdf〉. 〈hal-01533255〉

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